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PostDoc Merit Award 2018: Entrevista a Gustavo Martins


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24/08/2018. Entrevista por Marta Daniela Santos.

Gustavo Martins (IBBC-cE3c) foi distinguido com o PostDoc Merit Award no Encontro Anual cE3c 2018 – uma distinção que pretende assinalar o mérito do trabalho realizado no último ano por investigadores de pós-doutoramento do centro.

Gustavo Martins é investigador do Grupo de Biodiversidade dos Açores do cE3c, na Universidade dos Açores. Concluiu em 2009 o doutoramento em Ecologia Marinha, pela Universidade de Plymouth (Reino Unido) e o seu atual trabalho de investigação utiliza os ecossistemas costeiros como modelo de estudo para investigar qual o papel das interações bióticas na distribuição das espécies, sob os efeitos das alterações climáticas.

 

Qual o tema, ou quais os temas, em que tens trabalhado no teu pós-doc?

De uma forma sucinta, o meu pós-doc pretende investigar o papel das interações bióticas na mediação (potenciar ou negar) dos efeitos diretos das alterações climáticas na distribuição das espécies, utilizando os ecossistemas costeiros como modelo de estudo. Os estudos são experimentais e consistem tanto em experiências no campo como em laboratório. Para além disto, estou também envolvido numa série de outras ‘áreas’ de investigação, nomeadamente no estudo do impacto de uma alga invasora e dos efeitos da urbanização costeira, através do projeto ASPAZOR.

Quais são os principais desafios neste trabalho?

O principal desafio é muitas vezes a escassez de informação de qualidade sobre a distribuição das espécies de interesse de forma sistemática ao longo do tempo e, claro, a adversidade inerente aos ecossistemas marinhos – como as condições do mar, a limitação de equipamento e tempo de mergulho, etc. – que muitas vezes não nos permitem fazer tanto como gostaríamos.

Porque escolheste esta área de investigação?

Desde pequeno que tenho um fascínio pela fauna e flora das zonas costeiras. Lembro-me de passar horas a explorar as rochas e as poças de maré na maré-baixa... Por outro lado, a importância dos ecossistemas costeiros, a sua suscetibilidade a uma miríade de actividades de origem antropogénica com a exploração, poluição e destruição de habitats, entre outros, incluindo as alterações climáticas, bem como a rápida taxa de “turnover” destas comunidades, fazem dos ecossistemas costeiros marinhos um dos mais aliciantes, oferecendo um rol de oportunidades de estudo.

O que significou para ti receber esta distinção?

Num ano que tem sido particularmente conturbado, esta distinção foi uma das poucas notícias boas que tive e vem, de certa forma, ajudar a manter a moral para continuar na investigação.

Que conselhos gostarias de deixar para quem pretenda seguir esta área?

Perseverança... muita! Na investigação ou se está por gosto ou é melhor procurar noutro lugar.

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