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Coleção de selos sobre papel crítico do azoto para a vida lançada a 24 de janeiro em Lisboa


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22/01/2019 (atualizado a 31/01/2019). Texto de Marta Daniela Santos.

A coleção de selos “Nitrogénio, nem demais nem de menos”, comemorativa do projeto europeu NitroPortugal, foi lançada a 24 de janeiro, no Salão Nobre do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.

O azoto é um elemento indispensável à vida: está presente no ar que respiramos, no nosso código genético, e dependemos dele para a produção de alimentos. No entanto, quando atinge níveis excessivos no ambiente – o que acontece atualmente, através do excesso de azoto nos fertilizantes que é libertado para o solo e a utilização de combustíveis fósseis – surgem graves consequências para o ambiente.

A convite do projeto europeu “NitroPortugal - Strengthening Portuguese research and innovation capacities in the field of excess reactive nitrogen”, que ao longo dos últimos três anos tem estudado o impacto real do azoto em Portugal, os CTT – Correios de Portugal desenvolveram a coleção de selos “Nitrogénio, nem demais nem de menos”, em circulação nacional nos próximos seis meses. As imagens que figuram na coleção fazem alusão ao papel crítico do azoto para a vida e à importância de manter um nível equilibrado deste elemento na natureza: nem demais, nem de menos.

“Para figurar nos selos escolhemos a água, o ar e a terra, para representar as esferas que são afetadas positiva e negativamente pelo azoto.  A quantidade certa de azoto permite um equilíbrio nos ecossistemas e a produção de alimento para a população mundial, mas quantidades excessivas afetam a qualidade da água e do ar, os ecossistemas, a biodiversidade e o solo”, explica Cláudia Cordovil, investigadora do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e coordenadora do projeto europeu NitroPortugal.

Na cerimónia de lançamento estiveram representadas a Reitoria da Universidade de Lisboa, os CTT e a Sociedade Portuguesa de Filatelia. O design dos selos esteve a cargo dos CTT, sob coordenação de Francisco Galamba.

Os selos encontram-se agora à venda em máquinas dispensadoras de selos, e também no formato de coleção filatélica – que inclui uma pequena brochura explicativa – nas estações dos CTT e na Agrolivro, livraria do Instituto Superior de Agronomia.

Os resultados obtidos pelo projeto NitroPortugal permitiram propor soluções para diminuir a poluição causada pelo excesso de azoto no ambiente: “Os resultados obtidos pelo projeto NitroPortugal deram pela primeira vez uma visão integrada e completa da deposição de azoto o que permite agora focar a investigação nas áreas mais problemáticas”, refere Cristina Branquinho, investigadora do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais – cE3c, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e uma das investigadoras do projeto.

O lançamento desta coleção de selos representa o culminar de um conjunto de iniciativas promovidas pelo projeto NitroPortugal nos últimos meses, com o objetivo de lançar uma reflexão pública sobre as consequências do excesso de azoto no ambiente e assinalar o encerramento do projeto. Entre estas iniciativas recentes está o lançamento do livro infantil “A história do azoto, bom em pequenino e mau em grande”, a dinamização de uma exposição de arte integrada no Festival New Art Fest e o lançamento da aplicação de telemóvel “NitroSmash”, disponível para Android no Google Play.

O projeto europeu NitroPortugal é coordenado pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. A equipa inclui investigadores do polo de Ciências ULisboa do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais – cE3c, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Edimburgo, do Reino Unido, e da Universidade de Aarhus, da Dinamarca.

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