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Celebrar o Dia Mundial do Solo: balanço da edição de 2018


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6/12/2018. Artigo de opinião de Gil Penha-Lopes. Fotografias de Gil Penha-Lopes.

O cE3c associou-se como co-organizador de um evento que teve por objetivo assinalar o Dia Mundial do Solo esta quarta-feira, 5 de dezembro, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Ao longo de todo o dia, diversas atividades lúdicas e práticas cativaram crianças e jovens, com o intuito de aumentar a conscientização e a ação para melhorar a saúde do solo (#GrowSoilHealth), no âmbito do projeto GROW.

O Dia Mundial do Solo é celebrado anualmente a 5 de dezembro, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a sua defesa e gestão sustentável. Em 2018, o tema é a poluição do solo.

Neste evento, co-organizado pelo cE3c, HortaFCUL e FCUL, no âmbito do Observatório GROW, o Dia Mundial do Solo foi comemorado durante 14 horas, das 10h00 às 24h00, envolvendo mais de 300 pessoas que levaram neste dia sementes inspiradoras para regenerar o solo. Durante o dia, organizamos várias atividades, desde conscientização lúdica e didática a cerca de 50 crianças de 7 anos sobre a importância do solo, um almoço compartilhado com estudantes e investigadores, seminários sobre a saúde e poluição do solo, com foco em agrotóxicos e biofertilizantes, assim como o seu uso e impacto em Portugal e no Brasil.

Após as 15h00 todos os presentes puderam conhecer melhor o Observatório GROW, um projeto europeu financiado pela Comissão Europeia através do Horizonte 2020 que envolve investigadores e pessoas apaixonadas pela Terra e que pretendem destacar a importância da saúde do solo. O Observatório GROW já estabeleceu GROW Places em nove países europeus – nos quais são colocados sensores de solo de baixo custo para recolher dados que permitem ajudar a validar modelos de previsão climática através de satélites, num modelo de ciência cidadã – dois dos quais em Portugal: na Herdade da Ribeira Abaixo, estação de campo do cE3c, em Grândola, Alentejo, e no projeto do Vale da Lama, perto de Lagos, no Algarve. Os dados recolhidos irão ajudar a prever a frequência e intensidade de fenómenos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

De seguida, os presentes participaram em atividades práticas de regeneração do solo, como iniciar uma pilha de composto, “empalhamento” do solo com uma tonelada de material “castanho” – principalmente folhas secas – e plantação de plantas para dar mais estrutura ao solo e reduzir a sua erosão.

Depois das 19h00 fizemos uma meditação guiada que nos levou a uma floresta onde nos pudemos conectar com o solo e árvores iniciando posteriormente uma celebração regenerativa com ótimos DJs e comidas e bebidas locais e orgânicas.

Várias fotografias do evento estão disponíveis aqui.

Agradeço o envolvidmento de tod@s, que venham mais celebrações regenerativas e didáticas como esta!

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