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Investigadores do cE3c integram novo grupo IUCN de Especialistas em Plantas da Macaronésia

4/12/2018. Texto adaptado do comunicado emitido por CIBIO, por Marta Daniela SantosFotografia de Rui Bento Elias.

Rui Bento Elias, investigador do grupo “Island Biodiversity, Biogeography & Conservation – IBBC”, e Maria Romeiras, colaboradora do grupo “Environmental Stress & Functional Ecology – ESFE”, representam o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) no novo grupo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de Especialistas em Plantas da Macaronésia, recentemente oficializado.

O novo Grupo de Especialistas em Plantas da Macaronésia foi recentemente oficializado pela IUCN – uma instituição reconhecida desde longa data pelo seu importante contributo para a conservação da biodiversidade – e reúne especialistas dos Açores, Cabo Verde, Canárias e Madeira.

O grupo teve a sua primeira reunião em Las Palmas de Gran Canaria nos passados dias 29 e 30 de novembro, no Jardín Botánico Canario “Vieira Y Clavijo”. A sua presidência encontra-se dividida entre os Açores e as Canárias, contando com investigadores da Universidade dos Açores – pertencentes aos grupos cE3c e CIBIOAçores – e do Instituto Superior de Agronomia – Universidade de Lisboa, e com diretores e técnicos pertencentes a entidades governamentais e privadas dos vários arquipélagos, associadas à proteção do ambiente.

Estas instituições são o Jardim Botânico do Faial, componente do Parque Natural do Faial, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário de Cabo Verde, a Direção Nacional do Ambiente de Cabo Verde, o Jardim Botânico Viera Y Clavijo, pertencente à Consejería de Medio Ambiente y Emergencias do Cabildo de Gran Canaria, o Jardín de Aclimatación de La Orotava, pertencente ao Instituto Canario de Investigaciones Agrarias, o Jardin Botánico Fuerteventura, e o Jardim Botânico da Madeira, sob a égide do Instituto das Florestas e da Conservação da Natureza e da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira.

A Região Macaronésica representa uma riqueza insubstituível em termos de biodiversidade vegetal. Inclui-se numa das 36 regiões do mundo que presentemente são consideradas como Hotspots de biodiversidade, nomeadamente, no Hotspot da Bacia do Mediterrâneo. Pertencer a um Hotspot significa que a Região possui uma enorme diversidade em espécies de plantas endémicas; mas, por outro lado, também significa que terá perdido pelo menos 70% da sua biodiversidade inicial, ou seja, encontra-se muito ameaçada, sendo uma urgente prioridade a nível mundial, envidar todos os esforços para que tal riqueza não desapareça.

O plano de trabalhos proposto pelo grupo abarca várias ações-chave que incluem, entre outras, a primordial tarefa de criação e atualização de avaliações em vários tópicos prioritários para a conservação, e a implementação de ações de divulgação e sensibilização para a importância da proteção das floras insulares macaronésicas.

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