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Proposta para esquema global de monitorização da biodiversidade das florestas nativas das ilhas: Investigadores do cE3c lideram investigação estratégica respondendo aos desafios da declaração de Guadeloupe

8/05/2018. Texto do Grupo de Biodiversidade dos Açores

As ilhas são bem conhecidas pela sua biodiversidade única. No entanto, a maioria das extinções registadas pelos cientistas ocorreram em ilhas. Paulo A.V. Borges, Pedro Cardoso e Rosalina Gabriel do Grupo da Biodiversidade dos Açores (IBBC, cE3c) lideraram um grande número de cientistas que delinearam protocolos padronizados (disponível para download aqui) para monitorizar a biodiversidade em ilhas.

Interromper a perda de biodiversidade é um desafio-chave para o século XXI, e isso é particularmente verdadeiro para as ilhas, que atualmente são altamente afetadas em todos os níveis de biodiversidade. Os autores argumentam que são urgentes esquemas de monitorização de longo prazo para conhecer o estado da biodiversidade em ilhas: (i) fornecendo linhas de base quantitativas para detectar mudanças nos ecossistemas insulares; (ii) avaliar a eficácia das ações de gestão e conservação; (iii) identificar padrões ecológicos gerais.

No artigo agora publicado, Paulo A.V. Borges, Pedro Cardoso e Rosalina Gabriel do Grupo da Biodiversidade dos Açores (IBBC, cE3c) lideraram vários grupos de trabalho que delinearam 12 protocolos para monitorizar a biodiversidade de vários grupos de plantas e animais (briófitos, plantas vasculares, aranhas, escaravelhos, aves e mamíferos) em ilhas.

Esta investigação decorreu no âmbito do projeto MACDIV – Macaronesian Islands as a testing ground to assess biodiversity drivers at multiple scales (FCT - PTDC/BIABIC/0054/2014), e pretende inspirar os cientistas que trabalham em sistemas insulares para a realização de monitorizações rápidas do estado da biodiversidade em ilhas. O artigo foi publicado em OPEN SOURCE e os protocolos estão disponíveus no ISLAND LAB de forma a que possam ser rapidamente consultados e implementados.

Paulo Borges afirma: “Acreditamos que todos os passos propostos são essenciais para melhorar o conhecimento sobre a biodiversidade de ilhas e, assim, valorizar e salvaguardar o legado natural único das ilhas oceânicas”.

Cerca de 30 dos 52 autores deste artigo (disponível para download aqui) são membros do cE3c (pertencentes a vários grupos: CE, ESFE,  IBBC, IERS, NHS).

 

Ver mais detalhes em:

Borges, P.A.V., et al. (2018). A Global Island Monitoring Scheme (GIMS) for the long-term coordinated survey and monitoring of forest biota across islands. Biodiversity and Conservation, DOI:10.1007/s10531-018-1553-7


Tags: CE ESFE IBBC IERS NHS

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