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O cE3c na Noite Europeia dos Investigadores 2017

2/10/2017. Texto de Marta Daniela Santos.

Nesta sexta-feira 29 de setembro celebrou-se mais uma edição da Noite Europeia dos Investigadores, e um pouco por todo o país a ciência saiu à rua. O cE3c marcou presença em Lisboa, nos eventos organizados pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) e pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, e na Terceira (Açores), no evento organizado pelo Centro de Ciência de Angra do Heroísmo.

As 18h00 marcaram o início do programa da Noite Europeia dos Investigadores. No MUHNAC entre as mais de cem atividades, que atraíram centenas de visitantes, três foram dinamizadas pelo cE3c. No edifício do Museu, a atividade “O lado vivo do solo” (Teresa Dias, Cristina Cruz, Maria Amélia Martins-Loução, Juliana Melo, João Melo, Florian Ulm e Catarina Gouveia) alertou os participantes para o papel crucial do solo (em particular, os seus componentes vivos) no funcionamento dos ecossistemas.

Também no MUHNAC, os investigadores que dinamizaram a atividade “X-bugs: super-heróis de seis patas” (organizada pela Sociedade Portuguesa de Entomologia - SPEN, com o cE3c como entidade parceira; Carla Rego, Mário Boieiro, Sofia Seabra, Sónia Duarte, Andreia Valente) não  tiveram mãos a medir: foram mais de cem participantes só nesta atividade, todos muito interessados em aprender mais sobre abelhas, escaravelhos, térmitas e piolhos. Afinal, para que servem estas “bichezas”?

Já no Jardim do Príncipe Real, a atividade “I can’t live without you! Não consigo viver sem ti!” (Silvana Munzi, Catarina Gouveia, Cristina Cruz e Mauro Lo Cascio) alertou os visitantes para as relações simbióticas que existem entre os micróbios e outros micróbios, plantas e animais - relações mutuamente benéficas. Os visitantes puderam observar ao microscópio líquenes, nódulos de raízes, e até uma amostra de um intestino grosso de uma térmite - e identificar as relações simbióticas microbianas em cada uma das amostras. Mais uma vez, os visitantes mostraram-se muito interessados; inclusivamente uma visitante, pintora de profissão, ficou tão impressionada com os líquenes que afirmou que iria começar a pintá-los nas suas obras!

Também o Pavilhão do Conhecimento atraiu alguns milhares de visitantes. Logo à chegada, no espaço exterior do Pavilhão, era possível encontrar o cE3c com a atividade “Telhados de musgo contra as alterações climáticas” (Helena Serrano, Ricardo Carvalho, Zulema Rio), na qual miúdos e graúdos descobriram como o musgo na cobertura dos prédios permite combater os efeitos das alterações climáticas nas cidades, com baixo consumo de água.

Vários investigadores cE3c estiveram também presentes na atividade “Agricultura humana sustentável” (Horta FCUL), que convidou os visitantes a conhecer quais as plantas que podem ser semeadas em conjunto e como fazer um banco de sementes tradicionais e uma horta vertical. E para responder à questão “Que plantas poderão fazer parte da nossa alimentação num clima em mudança?”, a atividade “Plantas na adaptação da alimentação às alterações climáticas” (Sociedade Portuguesa de Botânica - SPB) contou com investigadores do cE3c entre os seus dinamizadores.

Com tanto para ver e descobrir, é preciso repor energias. E também aí a ciência está presente. Entre as 20h30 e as 21h30, “À mesa com...” convidou os visitantes a desfrutar de um jantar com um menu especialmente preparado pelos investigadores Galopim de Carvalho (ULisboa) e Maria Amélia Martins-Loução (cE3c-FCUL), na cafetaria do Pavilhão.

A partir das 21h00, no espaço exterior do Pavilhão vários finalistas do concurso de comunicação de ciência FameLab partilharam com o público a sua visão do futuro, em flash talks - breves apresentações de três minutos. Um deles foi Rúben Oliveira, colaborador do Gabinete de Comunicação cE3c, que na sua apresentação “Um futuro mar-avilhoso” reflectiu sobre as ilhas de plástico e os microplásticos e o que podemos fazer para reduzir este grave problema.

Mas não foi só em Portugal continental que o cE3c marcou presença na Noite Europeia dos Investigadores! Também os habitantes de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira, Açores) foram convidados a “Descobrir a biodiversidade de artrópodes no Jardim de Angra do Heroísmo”, numa sessão dinamizada por Paulo Borges e Rosalina Gabriel (cE3c/GBA).

Muito obrigada a todos os que nos visitaram, às várias entidades organizadoras da Noite Europeia dos Investigadores, e a todos os investigadores cE3c envolvidos na organização e que tornaram estas atividades possíveis! :)

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